III Grande Prémio Nacional de Espanha
Barajas
21 e 22 de Abril

Do lado esquerdo da foto, consegue ver-se, com o nº82, o 250 MM #0332MM de Leonel Castelo Branco. Um dos dois Ferrari pilotados por pilotos portugueses presentes nesta corrida em solo espanhol.
(Foto: Col. Pedro Branco)



Este evento, organizado pelo Real Automovil Club de Espanha teve lugar numa pista traçada junto ao Aeroporto de Madrid e contou com a presença de dois pilotos Portugueses ao volante de automóveis Ferrari. José Arroyo Nogueira Pinto no 750 Monza #0572M e Leonel Castelo Branco no 250 MM #0332MM (nº82). Os dois participaram na corrida destinada aos automóveis de Sport. A pista tinha um perímetro de cerca de 2800 metros. Nos treinos de Sábado o melhor tempo absoluto (1'23'',20) pertenceu a Joaquim Filipe Nogueira, que aqui surgiu ao volante de um Porsche 356. Na corrida, de 45 voltas, José Nogueira Pinto conseguiu obter a terceira posição final, a cerca de quatro segundos de Joan Jover num Masearti, que terminou em segundo. A luta entre Nogueira Pinto e Jover foi uma das grandes animações da corrida. O vencedor foi Joaquim Filipe Nogueira, em mais uma fantástica demonstração de rapidez. Leonel Castelo Branco abandonou a corrida na décima segunda volta.


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IV Rali Automóvel Lisboa - Madrid
11 a 13 de Maio

Leonel Castelo Branco e Castro inscreveu-se sob o pseudónimo "Casteliano", ao volante do seu Ferrari 250 MM #0332MM.
(Foto: Col. Manuel Taboada)


Este Rali foi organizado pelo Clube 100 à Hora, em associação com o Real Automóvel Clube de Espanha. Leonel Castelo Branco inscreveu-se com o pseudónimo "Casteliano" ao volante do 250 MM #0332MM, com o nº46, incluído no Terceiro Grupo, destinado a automóveis de Sport. Esta prova foi composta por duas etapas, a primeira, Lisboa – Zamora, na Sexta-feira dia 11, com os primeiros concorrentes a saírem da capital Portuguesa por volta das seis da manhã e a segunda, Zamora – Madrid já no dia 12, num total de oitocentos e oitenta quilómetros. A primeira prova complementar decorreu em Zamora na manhã do Sábado dia 12 para que depois os concorrentes seguissem então para Madrid, onde pela tarde decorreria a segunda prova complementar. A chegada do rali à capital Espanhola estava integrada nas Festas de São Isidro.

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VII Circuito Internacional do Porto
II Grande Prémio do Porto
Circuito da Boavista
15, 16 e 17 de Junho 



O VII Circuito Internacional do Porto/II Grande Prémio do Porto disputou-se nos dias 15, 16 e 17 de Junho de 1956 no Circuito da Boavista, e contou com a presença, na prova mais importante reservada a automóveis de Sport até 3500cc (II Grande Prémio do Porto), de um bom lote de pilotos nacionais e internacionais. Para além dos Ferrari inscritos, de destacar, e como mais fortes opositores, os Maserati 300S (motores de três litros) de Benoit Musy, Francisco Godia Sales, Emmanuel de Graffenried, Peter Whitehead e o português Fernando Mascarenhas, que para 1956 optou por utilizar automóveis desta marca italiana.
Os Ferrari presentes neste II Grande Prémio do Porto foram os seguintes: 

Nº8 - José Arroyo Nogueira Pinto - Ferrari 750 Monza #0572M 
Nº9 - António Borges Barreto - Ferrari 750 Monza #0560M 
Nº10 - Phil Hill - Ferrari 857S #0570M (equipado nesta corrida com um motor de 3l)
Nº11 - Harry Schell - Ferrari 750 Monza #0552M 
Nº12 - Teddy Pilette - Ferrari 750 Monza #0518M 
Nº14 - Alfonso de Portago - Ferrari 857S #0584/0578/0203M (equipado nesta corrida com um motor de 3l)
Nº19 - Joaquim Filipe Nogueira - Ferrari 735S #0446/0556MD 

(Consultar aqui mais pormenores relativos aos 857S presentes neste Grande Prémio) 
Durante o dia 15 de Junho (sexta-feira) decorreram os primeiros treinos cronometrados, que tiveram os seguintes os resultados: 

1ª - Harry Schell - 2’48.69’’ 
3º - Filipe Nogueira - 2’52.93’’ 
4º - Borges Barreto - 2’56.15’’ 
5º - José Nogueira Pinto - 3’02.40’’ 
9º- André Pilette - 3'04.20'' 

Alfonso de Portago e Phil Hill não treinaram neste dia, pois só chegaram à cidade do Porto no sábado de manhã. Nessa altura decorreu a segunda sessão de treinos, em que a maioria dos pilotos não melhorou os seus tempos do dia anterior, tendo somente Alfonso de Portago conseguido o sexto tempo, relegando José Arroyo Nogueira Pinto para o sétimo lugar. Phil Hill ficou como o pior classificado dos Ferrari presentes. 
Assim ficou definida a grelha de partida, no que toca aos Ferrari presentes: 

1ª - Harry Schell - 2’48.69’’ 
3º - Filipe Nogueira - 2’52.93’’ 
4º - Borges Barreto - 2’56.15’’ 
6º - Alfonso de Portago - 2’57.16’’ 
7º - José Nogueira Pinto - 3’02.40’’ 
11º- André Pilette - 3'04.20'' 
14º - Phil Hill - 3’06.22’’

Harry Schell, o mais rápido nos treinos de qualificação, nasceu em Paris, mas tinha nacionalidade americana. Correu em 1955 com automóveis Ferrari, em duas corridas destinadas a monolugares de Fórmula 1, o Grande Prémio de Turim (extra campeonato) com um Ferrari 625 (5º geral) e o Grande Prémio da Europa em Monte Carlo com um 555 (desistiu). Neste ano de 1956 correu com o Ferrari 750 Monza #0552M ( de cor azul com o capôt motor branco), que adquiriu a Jacques Swaters em finais de 1955, em Agadir (2º da geral), Dakar (2º da geral), 1000 Km de Paris, em equipa com Jean Lucas (2ºs da geral), o II Grande Prémio do Porto e a 8 de Julho o Grande Prémio de Rouen (desistiu).No entanto, ainda em 1956 e até este II Grande Prémio do Porto, correu as 12 Horas de Sebring, em equipa com Luigi Musso e Olivier Gendebien, no 860 Monza #0602M, prova que terminou em segundo da geral, e venceu os 1000 Km de Nurburgring num Maserati 300S, fazendo equipa com Piero Tarufi, Jean Behra e Stirling Moss.

Nesta foto consegue descortinar-se no dístico com o número de prova, o número 7 que Alfonso de Portago (juntamente com Phil Hill) usou nos 1000 Km de Paris em Monthlery, disputado no fim de semana anterior a esta competição no Porto, e onde utilizou no 857S um motor de 3 litros, tal como aconteceu na corrida do Porto e na que Portago disputou no fim de semana seguinte à prova portuguesa, em Bari a 22 de Julho.
(Foto: Arquivo ACP)

A Corrida 


Durante a prova, os espectadores presentes no local puderam assistir a uma empolgante luta pelo 1º lugar entre Filipe Nogueira e De Portago. Uma luta entre um Ferrari equipado com motor 2,9 litros e aproximadamente 225 CV de potência e outro de 3 litros e cerca de 260 CV de potência. O 735S de Filipe Nogueira tinha um châssis de anterior geração (Tipo 501) equipado com caixa de quatro velocidades, o 857S de Alfonso de Portago um châssis de concepção recente (Tipo 510) com uma caixa de cinco velocidades, facto que não impediu o piloto português de dar uma fortíssima réplica a De Portago. Num constante alternar de posições, estes dois pilotos impuseram um ritmo nunca antes conseguido no Circuito da Boavista quebrando volta a volta todos os recordes, chegando quer um quer outro a rodar a médias de 160 Km/h, o que para um circuito como o da Boavista era no mínimo temerário. 
Para aferir da emotividade com que decorreu esta prova, da sucessão de acontecimentos e sobretudo da constante mudança, nada melhor que uma descrição volta a volta. 


Nesta fotografia podem ver-se quase todos os Ferrari que participaram nesta corrida:
Com o nº11, o 750 Monza de Harry Schell, que fez o melhor tempo dos treinos, com o nº19, o 735S de Joaquim Filipe Nogueira, com o nº9 o 750 Monza de António Borges Barreto. Mais atrás e com o nº14 o 857S de Alfonso de Portago e ao lado deste o 750 Monza de José Arroyo Nogueira Pinto. Mais ao fundo ainda se consegue descortinar o 750 Monza de André Pilette. Só falta mesmo neste enquadramento Phil Hill, que tinha feito o décimo quarto tempo dos treinos.
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)


Partida
Perante uma grande multidão, e após a disputa da prova para motos ganha pelo francês Jacques Colbot e da corrida de side-cars ganha pelo casal Drion, às 17 horas é dada a partida para o II Grande Prémio do Porto. Harry Schell não se mostrava muito animado pois tinha tido um pequeno incidente durante os treinos, quando bateu ligeiramente com uma das rodas do seu Ferrari num dos passeios que delimitavam a pista, facto que lhe dava alguns problemas na suspensão do seu Ferrari e alguma apreensão para a corrida.
Apesar das contrariedades, Schell conseguiu tomar a dianteira na partida, logo seguido por Borges Barreto, Filipe Nogueira, Phil Hill, Nogueira Pinto e Alfonso de Portago. A multidão empolgada, levanta-se das bancadas.

Na segunda volta, Filipe Nogueira conseguiu ascender ao comando da corrida.
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)




2ª Volta
Filipe Nogueira ultrapassa Schell na recta da meta e toma a dianteira da corrida, perante o delírio do público que se agita nas bancadas. Schell mantém-se no encalço. Borges Barreto, Phil Hill e Portago seguem-nos.



Joaquim Filipe Nogueira conseguiu ultrapassar Harry Schell e assumir o comando da corrida.
(Foto: Arquivo ACP)

3ª Volta
As voltas mais rápidas são feitas à média de 153,420 Km/h (que representavavam já nesta altura a quarta melhor média dos treinos de qualificação). Portago recupera terreno, ultrapassou Hill e aproximou-se de Barreto.
A distância que separava F. Nogueira de Schell era de apenas 1,5 segundos.

4ª Volta
Filipe Nogueira ganhava confiança com o Ferrari, com que tinha tomado contacto pela primeira vez somente no dia anterior à corrida, e conseguia aumentar para 3,3 segundos a distância que o separava de Schell.
Borges Barreto foi ultrapassado sucessivamente por Portago e Hill, descendo para o sexto lugar da classificação geral. André Pilette ultrapassou Godia Sales.

5ª Volta
Filipe Nogueira aumenta o seu avanço para Schell (4,3'') e a sua volta mais rápida foi feita à média de 154,130Km/h.  Alfonso de Portago distancia-se de Phil Hill, que por sua vez era perseguido por Borges Barreto e Musy.
Já mais distanciados deste grupo de pilotos surgiam Nogueira Pinto, Graffenried, Sales e Pilette.

Phil Hill que nesta altura se começava a afirmar como piloto de automóveis Ferrari, teve nesta prova uma actuação relativamente calma e discreta, sem correr grandes riscos. Hill referiu, na altura, ser este um dos circuitos mais perigosos em que correu, sobretudo pelas árvores de grande porte que surgiam em parte do traçado...
Neste ano de 1956, Phil Hill tinha disputado os 1000 Km de Buenos Aires (29 de Janeiro) em equipa com Olivier Gendebien, curiosamente no 857S (na altura o #0584M) utilizado por Portago neste II Grande Prémio do Porto (nesta altura já renomeado para #0578M/0203M), tendo-se classificado em 2º de geral.


7ª Volta
Filipe Nogueira consegue nesta volta o tempo de 2.52.5 à média de 154,58 Km/h (melhor que o tempo obtido nos treinos), mas Schell, que ao ver o português cada vez mais longe imprime um ritmo mais elevado, consegue o tempo de 2.51.64 à média de 155,35Km/h. Musy consegue ultrapassar Borges Barreto.

8ª Volta
António Creus perde uma volta para Filipe Nogueira. O ritmo imposto pelo piloto português é avassalador e o público presente na descida da Circunvalação fica extasiado com a temeridade do piloto nesta zona do circuito.

9ª Volta
Shell começou a perder rendimento no seu Ferrari e Filipe Nogueira aumentou ainda mais o seu avanço, cifrando-se nesta altura em 6,4 segundos. Portago estava a 7 segundos de Schell.
Altura em que Alfonso de Portago ultrapassa Harry Schell, a contas com problemas de suspensão no seu 750 Monza, depois do toque dado num passeio durante os treinos.
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)

10º Volta
Harry Schell tem problemas, abrandou bastante o ritmo e desta forma Portago ascende à segunda posição. O atraso para Filipe Nogueira é nesta altura de 11 segundos; seguem-no Hill e Musy.
Schell acaba por ter de parar na box, os seus mecânicos verificam as rodas do Ferrari, e com isto perde cerca de 43 segundos. O Ferrari do piloto americano volta à corrida, agora na nona posição.



Altura em que Harry Schell parou nas boxes para tentar remediar os problemas de suspensão no 750 Monza.
(Jornal O Volante/Colecção Manuel Taboada)

Nesta altura da corrida, Filipe Nogueira conseguiu uma boa margem para o segundo classificado, que era...Alfonso de Portago. A grande luta estava para começar.
(Foto: Colecção Manuel Taboada)


11ª Volta
Schell encosta o seu Ferrari nas boxes e desiste. Alguns problemas de suspensão, provavelmente motivados por um embate (que já referimos acima) num dos passeios que ladeavam a pista, durante os treinos, motivaram este abandono. F. Nogueira e Portago mantêm o seu duelo, para já à distância. Mais atrás surge uma luta igualmente emotiva que opõe Fernando Mascarenhas a António Borges Barreto. Os mecânicos de Alfonso de Portago fazem sinais da boxe para pressionar mais Filipe Nogueira.

Portago aproximou-se significativamente de Filipe Nogueira, passando a partir daqui a rodarem juntos até três voltas do fim...
(Foto: Colecção José Filipe Nogueira)

13ª Volta
Portago reduziu para 7 segundos o seu atraso para Filipe Nogueira. Fernando Mascarenhas ultrapassou Nogueira Pinto. Godia Sales parou nas boxes, com um problema no motor, mas retomará a corrida.

José Arroyo Nogueira Pinto, que com o seu 750 Monza tinha ganho em 1955 o Grande Prémio de Tânger, encontrava-se nesta fase da corrida no meio do pelotão, com um andamento relativamente discreto.
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)

15ª Volta
Filipe Nogueira comanda, seguido por Portago a 5,2''. Hill, Musy, Borges Barreto e Fernando Mascarenhas classificam-se logo a seguir.

O Ferrari de António Borges Barreto distinguia-se dos restantes modelos 750 presentes pelas derivas colocadas de cada lado do capôt traseiro, e o piloto de Évora começava a distinguir-se como piloto rápido e consistente, apesar da pouca experiência.
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)

18ª Volta
Fernando Mascarenhas consegue ultrapassar o seu adversário e amigo Borges Barreto, enquanto na frente Portago está a somente 3 segundos de F. Nogueira.

Borges Barreto prestes a ganhar uma volta a Graffenried no Maserati. Este viria a desistir na 20ª volta.
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)


19ª Volta
A partir da 19ª volta a corrida entra numa fase absolutamente dramática, com uma luta incessante entre F. Nogueira e Alfonso de Portago, agora juntos. Separa-os cerca de 1 segundo. O público, em vista de uma tradicional rivalidade desportiva ibérica, incentiva e aplaude o piloto de Lisboa.
Cerca de 22 segundos separavam estes dois pilotos do terceiro classificado, Phil Hill.
Nesta altura, estavam percorridos 148.840 metros de corrida e tinham desistido três concorrentes, todos estrangeiros.
A partir de determinada altura da corrida, esta passou a ser uma imagem redundante, Filipe Nogueira e Alfonso de Portago juntos, em luta pela vitória. Filipe Nogueira dispunha de um Ferrari menos evoluído, quer a nível de châssis, caixa de velocidades, que no caso do 735S era de quatro marchas enquanto a do 857 S era de cinco, e do motor, que embora de cilindrada quase idêntica, tinha no caso do motor usado no Ferrari de Portago, uma potência superior em cerca de trinta e cinco cavalos. Filipe Nogueira tentava colmatar estas desvantagens com uma grande dose de temeridade na condução.
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)

21ª Volta
Nesta 21ª volta, Portago, que já na volta anterior tinha ensaiado uma ultrapassagem a Filipe Nogueira, consegue os seus intentos. Mas logo de seguida, F. Nogueira volta a ultrapassar Alfonso de Portago.
A multidão acena e incentiva o piloto de Lisboa.
Embora tenha recebido muitos melhoramentos no traçado, sobretudo ao nível do piso e da inclinação da pista na zona da Circunvalação, a recta da meta e a difícil curva de entrada na Avenida da Boavista continuaram com o tradicional e perigoso empedrado.
(Foto: Jornal O Volante/Colecção Manuel Taboada)


22ª Volta
Portago consegue ascender de novo ao comando da prova. A média da volta mais rápida sobe para 156,950Km/h, e a tendência é para subir acentuadamente, tal o ritmo imposto pelos dois pilotos.

Alfonso de Portago seguia nesta fase da corrida na frente de Filipe Nogueira. Aqui na rápida descida da Estrada da Circunvalação.
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)

23ª Volta
O Ferrari nº19 volta novamente ao comando, enquanto que nas boxes André Canonica (o proprietário do 735 S que F. Nogueira utiliza) fala com um dos seus mecânicos, dizendo que Filipe Nogueira precisa de muito sangue-frio para conseguir aguentar a pressão do piloto espanhol, mas que tem carro para vencer.
Nas nove voltas seguintes a luta é desenfreada, os dois primeiros trocam várias vezes de posição, e batem sucessivamente a média da volta mais rápida.

30ª Volta
Nesta fase da corrida, os únicos pilotos que não perderam uma volta para os dois primeiros são Hill, Musy, Mascarenhas e Borges Barreto.
As últimas cinco voltas da corrida são feitas sob uma grande emoção.
Nesta altura, Filipe Nogueira comandava seguido por Alfonso de Portago, Phil Hill, Musy, Fernando Mascarenhas, Borges Barreto, Godia Sales, Pilette, Whitehead, Bay, Louth e Nogueira Pinto.
Os dois primeiros correm nesta altura a uma média de 159,230Km/h. No final desta volta, Filipe Nogueira consegue bater o tempo da volta mais rápida, fazendo uns extraordinários 2.46,48 à média de 160,17Km/h. De seguida, Alfonso de Portago tira cinco décimos de segundo a este tempo, 2.46,43 à média de 160,22Km/h!

37ª Volta
Tinham sido percorridas trinta e seis voltas e a multidão vivia intensamente esta fase final da corrida, com a luta pela vitória a entrar na fase decisiva. Três voltas que iriam decidir quem venceria a corrida. Lenços, chapéus, casacos, tudo servia para incentivar Filipe Nogueira.
No final da 36ª volta, Portago recebe sinais da sua boxe, para forçar ainda mais o andamento, e na realidade é o piloto espanhol que surge em primeiro lugar no início da 37ª volta. Na entrada da recta da meta, o Ferrari nº14 surge em primeiro, logo seguido pelo nº19.
Logo de seguida o locutor de serviço no circuito, que vinha acompanhando a par e passo as incidências da corrida, cala-se por instantes. A multidão fica na expectativa. A polícia e os bombeiros correm na direcção da Avenida da Boavista. A multidão impacienta-se, e a notícia corre célere. Filipe Nogueira tivera um acidente!
O piloto do Ferrari nº19 tinha acabado de fazer a recta da meta, quando na saída da curva à esquerda que dá acesso à Avenida da Boavista, o pneu direito da frente toca no passeio que delimita a pista e ultrapassa-o. A roda traseira esquerda toca também no passeio, o Ferrari começa a capotar, dá três voltas sobre si mesmo, tendo o infeliz piloto sido projectado do seu automóvel desgovernado. Milhares de pessoas assistiram neste local ao acidente, tendo revelado desde logo uma grande angústia pelo estado do piloto. Este foi de imediato socorrido pelos elementos dos bombeiros e da Cruz Vermelha presentes no local, que o transportaram para o Hospital da Misericórdia.
Nesta mesma volta, Fernando Mascarenhas também se despista. O piloto é transportado para o mesmo hospital de Filipe Nogueira. Este com uma fractura no crânio, e Mascarenhas com fractura da clavícula esquerda  e contusões várias. Teria alta no dia seguinte, recolhendo ao Hotel Infante de Sagres onde estava  hospedado, partindo para Lisboa de avião no mesmo dia. Filipe Nogueira, ficou hospitalizado por vários dias, tendo recebido a visita da sua esposa e do seu pai, para além de outras pessoas da família, e de dezenas de amigos.

No meio de tanta tensão dramática, quase ninguém se apercebe que Portago cortara a meta como vencedor da corrida.
Joaquim Filipe Nogueira viu o seu esforço reconhecido pelos milhares de pessoas que assistiram a esta corrida. As suas mestria e coragem marcaram para sempre a memória dos presentes, tendo o Automóvel Clube de Portugal feito a entrega de um troféu ao piloto, como forma de comemorar a sua actuação. O melhor português foi para António Borges Barreto, que venceu a luta que manteve durante quase toda a corrida com o seu amigo Fernando Mascarenhas, e à qual foi desta forma atribuída a Taça Vasco Sameiro que premiou o melhor corredor nacional. 
 Sequência de fotos dos momentos imediatos ao despiste de Joaquim Filipe Nogueira.
(Fotos: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)
Com os olhos e a atenção da multidão postos no acidente de Joaquim Filipe Nogueira, Alfonso de Portago e o Ferrari 857S cortam a meta como vencedores deste Grande Prémio, o último disputado com automóveis da categoria de "Sport" no circuito da Boavista, edição onde todos os recordes de velocidade foram batidos, e à qual a Ferrari ficaria para sempre ligada.
Neste ano de 1956, Alfonso de Portago iniciou a sua carreira como piloto oficial da Scuderia Ferrari, no Grande Prémio de França de Fórmula Um em Reims-Gueux (a 1 de Julho) ao volante de um D50. A sua participação nesta corrida disputada no Porto foi a título privado, algo que se passou várias vezes durante este ano. Antes do II Grande Prémio do Porto, a  27 de Maio de 1956, ficou em 3º lugar nos 1000 Km de Nurburgring, em equipa com Phil Hill, Olivier Gendebien e Ken Wharton no 290MM #0626. 
Antes de se deslocar para o Porto, Portago utilizou o seu 857S #0584/0578/0203M, equipado já com um motor de 3 litros, nos 1000 Km de Paris em Monthlery a 10 de Junho (em equipa com Phil Hill), tendo terminado em 5º da geral. 

De salientar ainda durante o ano de 1956, a vitória na Volta a França Automóvel (17 a 23 de Setembro) com o seu 250 GT #0557GT particular, navegado pelo seu amigo Nelson. Nesta época os pilotos eram dotados de uma grande polivalência, e podiam demonstrá-la.

Os destinos de Joaquim Filipe Nogueira e Alfonso de Portago nunca mais se viriam a cruzar. O piloto espanhol morreria num acidente nas Mil Milhas de 1957, enquanto que o português teria uma longa e frutuosa carreira até aos anos setenta...
(Fotos: Jornal O Volante/Colecção Manuel Taboada)


Classificação Final


Joaquim Filipe Nogueira e o Ferrari 735S #0446/0556MD


(Foto: Colecção José Filipe Nogueira)

Se existiu durante os anos 50 a 70 aquilo a que se poderia chamar de piloto de automóveis mediático, ele foi Joaquim Filipe Nogueira. Para além dessa actividade, Filipe Nogueira foi produtor e apresentador de programas de televisão (TV Motor e Sangue na Estrada), o primeiro dedicado à divulgação do desporto automóvel e o segundo sobre prevenção rodoviária, temas em que foi pioneiro na divulgação através das ondas hertzianas, numa altura em que se verificava uma massificação no uso do automóvel. Autor de um livro sobre o mesmo tema (O Livro do Automóvel), comentador, sabedor respeitado sobre desporto automóvel em jornais da especialidade, produtor de um programa no Rádio Clube Português, exerceu, igualmente, a função de produtor na Rádio Televisão Portuguesa a partir de 1962. Foi também director técnico do Jornal Motor, para além de estar ligado à criação do Autódromo do Estoril. 
Filipe Nogueira foi, enquanto piloto, dos mais exímios da sua geração e teve o mérito de, para além dos inegáveis dotes de condução, ter conseguido uma dimensão notável como participante directo na evolução do desporto automóvel e da educação rodoviária em Portugal
Joaquim Filipe Fonseca Nogueira nasceu em Algés em Fevereiro de 1929, e cedo demonstrou ter aptidões em vários desportos, dedicando-se a praticar: natação, voleibol, basquetebol, hóquei em patins, ciclismo e motonáutica, ainda encontrando espaço e tempo para ser cavaleiro tauromáquico amador.
A actividade como praticante de automobilismo iniciou-a em 1947, correndo inicialmente em várias provas de gincana e de perícia, para depois participar, de forma assídua e intensa, em provas de rampa, ralis e circuito.
Participou pela 1ª vez na Volta a Portugal em Automóvel em 1949, conseguindo um 2º lugar final, para no ano seguinte conseguir vencer esta prestigiada prova ao volante de um MG, repetindo o feito em 1952 e 1955. Venceu várias vezes o Rali Internacional do ACP, a 1ª delas seria em 1950 com um Jowett, tendo chegado a participar no Rali de Monte Carlo de 1953, onde fez equipa com Alberto Graça para alcançar o 2º lugar da categoria ao volante de um Porsche 356.
Nas competições de velocidade, depois de uma intensa actividade no início dos anos cinquenta, conseguiu ser campeão nacional no 1º Campeonato Nacional de Condutores instituído pelo Automóvel Clube de Portugal em 1955, na categoria de Sport, ao volante de um Porsche Spyder.
Cada vez mais voltado para uma carreira internacional, Filipe Nogueira participou em várias provas de Sport internacionais: no Circuito Internacional de Tânger conseguiu o 2º lugar da geral ao volante de um Denzel, a 6 de Junho de 1954, e a vitória no ano seguinte ao volante de um Porsche Spyder (o 2º foi Joaquim Correia de Oliveira em carro idêntico). As suas partcipações em Nurburgring iniciaram-se a 28 de Agosto de 1955 na prova de 500 Km, onde participou em equipa com Hermano Areias num Porsche Spyder, para em 1956, nos tradicionais 1000 Km, lograr classificar-se em 10º lugar da geral, fazendo equipa com o alemão Helmut Schulze ao volante de um Porsche 356 Carrera, conseguindo o 2º lugar dos GT até 2000 cc. Ainda em 1956 venceu o Grande Prémio Nacional de Espanha em Barajas. 
A utilização de automóveis Ferrari por Filipe Nogueira iniciou-se em 1953 quando utilizou um 225S (#0200ED), que havia pertencido antes a D. Fernando Mascarenhas. Em 1954 e 1955 utilizou um Ferrari 250 MM (#0332MM), que havia pertencido a José Nogueira Pinto, com o qual efectuou diversas provas, tendo-o mesmo utilizado no Circuito de Tânger em 1955,onde terminou em segundo lugar. Com este Ferrari chegou a participar na Rampa da Penha a 27 de Março do mesmo ano, prova que venceu estabelecendo um novo recorde para o traçado, isto para além de o ter utilizado em diversas provas de perícia e quilómetro de arranque. 
Em Portugal, continuou a sua actividade até aos anos 70 pilotando automóveis tão marcantes e tão diferentes como o Jaguar 3.8, Porsche 906, Brabham Ford BT 16 e 18, Lola FF, Vauxhall Ventora e Palma de Fórmula V. 
No seu currículo contam-se cerca de 150 vitórias, distribuídas pelas mais diversas categorias do automobilismo desportivo.

(Foto: MiniSquadra)

Embora seja corrente dizer-se que Joaquim Filipe Nogueira pilotou um Ferrari 750 Monza no II Grande Prémio do Porto, na realidade o piloto português utilizou um 735 S (#0446/0556MD). Este Ferrari pertencia na época a André Canonica, tendo iniciado a sua carreira como um 500 Mondial Spyder Série II (#0446M/1954), foi utilizado pelos pilotos François Picard e Paul Maret, para nos finais de 1955 voltar à fábrica da Ferrari para ser refeito o seu número de chassi (#0556MD – Tipo 501) e ser equipado com um motor de 2,9 litros (Tipo 735) e duas pequenas entradas de ar à frente do pára-brisas. Existem alguns pormenores exteriores que identificam este 735 S, como as entradas de ar orientáveis colocadas dos dois lados do posto de pilotagem e que são exclusivas do 735 S (#0446/0556MD).

Para o II Grande Prémio do Porto, André canonica estava inicialmente inscrito com este Ferrari (nº6), no entanto, e à última da hora, Joaquim Filipe Nogueira alugou-o ao piloto suiço, tendo o piloto de Lisboa pago a Canonica o dinheiro que este deveria receber pela sua inscrição.


Conjunto de fotos que mostram a fase de recuperação do 735S nas oficinas Palma & Morgado em Lisboa. Na foto colocada no canto superior esquerdo, pode ver-se Filipe Nogueira (de óculos escuros) a acompanhar este processo de recuperação, e na foto do meio o piloto acompanhado de Manuel Palma.
(Fotos: Jornal O Volante/Col. Manuel Taboada)


O testemunho de Mário Rodrigues*


Nesta foto pode ver-se Jaime Rodrigues na entrega de prémios, a receber o troféu atribuído a Filipe Nogueira pelo segundo lugar obtido na Taça Cidade do Porto (prova disputada no sábado, dia 16), onde pilotou um Porsche 550 Spider.
(Foto: Colecção Mário Rodrigues)

Ainda a viver a alegria do dia anterior, pois Filipe Nogueira, Sábado, na Taça Cidade do Porto tinha feito uma grande corrida com o Spider, conseguindo um brilhante 2º lugar em luta com Jack Brabham em Cooper-Climax, só sendo superado por Roy Salvadori, também em Cooper-Climax.
Para além deste resultado, a obtenção do 3º melhor tempo nos treinos de qualificação com o Ferrari para o II Grande Prémio do Porto atrás de Harry Schell - Ferrari e Benoit Musy - Maserati, era também motivo de muita satisfação. De realçar que o aluguer do Ferrari a André Canonica só foi conseguido na véspera do início dos treinos, ficando assim muito limitada a habituação ao carro. Dada a partida do Grande Prémio, recordo que durante algumas voltas, Filipe Nogueira vinha na frente e o entusiasmo de toda a bancada da curva do Castelo do Queijo onde me encontrava, era indescritível. Depois a aproximação de Portago também em Ferrari e a luta empolgante com a alternância na dianteira, a um ritmo incrivel. De salientar que o Ferrari de Portago tinha cerca de mais 30cv. A alegria e entusiasmo era enorme, até que a três voltas do fim, à saída da curva do Castelo do Queijo um ligeiro desequilíbrio levou o Ferrari a tocar o passeio.
O carro virou-se no ar e caiu de rodas para cima. Teria sido o fim, mas para o bem e para o mal, não havia ainda o cinto de segurança, e o ter sido cuspido do carro, salvou-lhe a vida. Hoje, revendo essa corrida, e outras a que assisti ao longo da vida, considero ter sido a mais empolgante e valente, que vi fazer a um corredor português em Portugal. Foi assistido no Hospital da Misericórdia e depois numa clínica em Lisboa, junto à Praça de Saldanha (já não existe) onde, quando o visitei, me contava com entusiasmo, a propósito da corrida, que tinha passado o Portago em três pontos diferentes do Circuito, para que ele não soubesse onde o iria tentar passar na última volta. Na distribuição de prémios (Foto) foi com tristeza que meu pai o representou para receber a taça de 2º classificado na Taça Cidade do Porto. Filipe Nogueira terá menosprezado o cansaço provocado pela corrida do dia anterior, mas mostrou, enquanto andou, ser um dos melhores e mais valentes pilotos portugueses de sempre.
Alfonso de Portago ganhou a corrida em Ferrari seguido de Phil Hill igualmente em Ferrari, Benoit Musy em Maserati e Borges Barreto também em Ferrari.
O Tóquim Barreto com esta classificação consolidou o convite para corredor oficial da Ferrari.


*Nasci em Lisboa há 72 anos. Desde muito novo vivi o ambiente de oficina e das provas desportivas na oficina de meu pai Jaime Nunes Rodrigues , na Rua da Beneficência primeiro e mais tarde na Rua da Ponta Delgada. Apesar do meu trabalho na TAP, acompanhei de perto a época dos Mini's, BMW2002, Formula Ford, Formula V. Tinha o privilégio de assistir aos ensaios das afinações no gabinete de meu pai. Digo privilégio, porque, não tanto por sigilo, mas por sossego , muito poucos lá entravam. Vivi também o prazer de o acompanhar nos testes aos carros assistidos.
Conheci uma grande parte dos corredores dos anos 50/60, e com pequenas excepções só ficaram boas recordações.


Agradeço a colaboração de Mário Rodrigues pelo testemunho que muito amavelmente acedeu a escrever para este artigo bem como de Antoine Prunet.





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Fernando Mascarenhas
4 de Agosto

Fernando Mascarenhas, no Grande Prémio do Jubileo do ACP, em 1953, ao volante do 250 MM #0326MM


Em finais de Julho de 1956, Fernando de Mascarenhas foi a Maranello para levantar na fábrica um Ferrari 410 Super America. Depois de vários Ferrari de competição, este foi o seu primeiro de estrada. Tinha o chassis #0489SA, e era de cor branca com o tejadilho pintado de preto. À saída de fábrica teve o número de matrícula provisório P-166957.
Fernando Mascarenhas fez por estrada, ao volante do seu novo Ferrari, a viagem de volta para Portugal. Ao passar por Madrid, no dia 4 de Agosto, resolve fazer uma visita ao seu amigo Leopoldo Perez de Villaamil, a quem convida para fazer uma "corrida" como forma de comparar as performances do seu 410 SA com o Pégaso Z-102 de Villaamil. Depois de um jantar conjunto, os dois amigos iniciaram um percurso feito nas imediações do aeroporto de Barajas, por arruamentos, àquelas horas (quatro da madrugada), já quase sem tráfego. Na vertigem da velocidade, após uma recta, surgiu na frente dos automóveis uma inesperada rotunda, que fez com que o choque com o lancil do passeio que a contornava, fosse inevitável. Após o acidente, pior sorte teve Fernando Mascarenhas, que morreu devido aos graves ferimentos
Mais do que o Ferrari 410 Super America, que foi reparado mais tarde nas oficinas da Palma & Morgado em Lisboa (recebeu na altura a matrícula Portuguesa GD-34-52), perdeu-se um dos pilotos que mais animou as pistas nacionais na primeira metade dos anos cinquenta, ao volante de vários Ferrari. Um diletante, que marcou a sua época sobretudo pela sua coragem e abnegação.

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III Grande Prémio de Macau
 3 e 4 de Novembro



Participaram neste III Grande Prémio de Macau, 18 automóveis, e para além de Mário Lopes da Costa no Ferrari 500 Mondial #0528MD de cor vermelha, de salientar a presença de Douglas Steane num Mercedes 190 SL, Robert Ritchie num Austin Healey M, G. Baker com um Triumph TR2, N. Fullford com um Warrior-Bristol, Fernando Macedo Pinto com um MG A, Teddy Yip com um Jaguar XK 120 e Eduardo Noronha com um Fencar Special, entre outros.A corrida consistiu em 77 voltas ao Circuito da Guia num total de 483,175Km, presenciada por cerca de cinquenta mil pessoas.Na partida, Lopes da Costa passou rapidamente para a frente (foto), logo seguido pelo Mercedes de Steane, tendo o piloto do Ferrari mantido o comando da prova durante 16 voltas, altura em que, quer Lopes da Costa quer Steane tiveram que efectuar paragens nas boxes para efectuarem algumas reparações nos seus automóveis depois de alguns ligeiros toques, devidos ao estado extremamente escorregadio da pista em virtude da chuva que caiu insistentemente a partir de determinada altura. No final, Steane triunfou, completando as 77 voltas no tempo de 5 horas, 24', 18,8'' a uma média de 90 Km/h, Lopes da Costa foi segundo a duas voltas do piloto do Mercedes. No 3º lugar terminou o MG A de Fernando Macedo Pinto.
(Foto: Revista ACP/Colecção Manuel Taboada)



Mário Lopes da Costa e os restantes concorrentes, encaminham-se para a curva do Yacht Club.
(Foto: "Colour and Noise", Philip Newsome, Studio Publications/ Colecção Ângelo Pinto da Fonseca)